A Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo) informou que a greve dos professores da rede estadual de ensino de São Paulo teve adesão 55% da categoria nesta terça-feira. Nos escritórios regionais do sindicato, os de Marília e Salto registraram os maiores índices de adesão, com 75%, e o de Campinas o menor, com 21%. Em São Paulo, segundo a Apeoesp, 43% dos professores não estão dando aulas. Em nota, a Secretária da Educação afirma que as escolas estaduais funcionaram normalmente hoje, e que a adesão foi de cerca de 1% dos professores. A pasta voltou a dizer que "a responsabilidade demonstrada pela quase totalidade dos 220 mil professores do Estado é mais uma prova de que a tentativa de greve é um movimento político, inimigo da educação de São Paulo e contrário até mesmo aos interesses dos próprios professores". A paralisação começou ontem, após uma assembleia decidir pela greve na sexta-feira (5), por tempo indeterminado. A principal reivindicação da Apeoesp é um reajuste salarial de 34,3%. De acordo com o sindicato, a greve ainda está na fase de mobilização, com o objetivo de envolver demais professores e comunidade escolar. A Apeoesp marcou assembleias regionais para quinta-feira (11), para avaliar a greve, e uma reunião estadual para sexta, no vão do Masp, para definir os rumos do movimento. A intenção é realizar, também, uma passeata pela avenida Paulista. Reajuste De acordo com a Apeoesp, a proposta, feita pelo governo, de incorporar as gratificações ao salário cria um reajuste de 0,27% para professores até a 4ª série do ensino fundamental, e 0,59% para os professores da 5ª série do ensino fundamental ao ensino médio. Com a greve, os professores esperam que a gestão José Serra (PSDB) sinta-se pressionada e inicie um processo de negociação para o reajuste dos salários. O objetivo é conseguir 34,3%. A secretaria já disse que não há condição econômica para sustentar o aumento, que custaria R$ 3,5 bilhões e desorganizaria as finanças do governo do Estado. A pasta diz que sua folha de pagamentos cresceu 33% entre 2005 e 2009, passando de R$ 7,8 bilhões para R$ 10,4 bilhões. |