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03/09/2010 | 23:29  
O Brasil oculto que a mídia não mostra
Site Envolverde, 03/09/2010
Por Luciano Martins Costa, do Observatório da Imprensa
O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou na quarta-feira (1/9) os Indicadores de Desenvolvimento Sustentável 2010, um complexo de estudos que faz um amplo retrato do estágio de desenvolvimento do País, com as perspectivas de resolução de problemas históricos e os setores que devem merecer a atenção das políticas públicas.

Com tal arsenal de informações em mãos, qualquer jornalista consciente de sua profissão sairia correndo para questionar os candidatos à Presidência da República, aos governos dos Estados e ao Senado sobre seus planos de atuação.

Mas não no Brasil.

A imprensa brasileira apenas se referiu, sumariamente, a alguns aspectos do estudo, em suas edições online, e algumas emissoras de rádio e televisão fizeram citações durante os noticiosos noturnos, mas se resumiram quase exclusivamente ao aspecto ambiental.

Ameaça ao patrimônio


Os números apresentados pelo IBGE certamente estão desde quarta-feira sendo digeridos por analistas de investimento, seguradoras, bancos, sociólogos e cientistas políticos. Mas não parecem interessar aos jornalistas.

Nenhum dos chamados grandes jornais deu importância ao trabalho, com exceção do Estado de S.Paulo que, no entanto, pinçou apenas o trecho do estudo que se refere ao desmatamento do Cerrado, compondo uma página inteira com esse tema na seção "Vida".

O levantamento revela que 48% da área total do Cerrado foi devastada até 2008, de acordo com os últimos dados disponíveis – o que coloca esse bioma entre os mais ameaçados de extinção. A causa principal do desmatamento é a exploração irracional da pecuária.

A preocupação com o Cerrado é válida, porque aquela região concentra importantes reservas de água doce, guardando as nascentes das principais bacias hidrográficas do país. Além disso, como a atenção da opinião pública se volta majoritariamente para a Amazônia, esse bioma vem sendo devastado sem que isso mobilize os ativistas ambientais e a imprensa.

Segundo fonte citada pelo Estadão, o Brasil ainda não tem uma política nacional para o problema. Pode-se acrescentar que o projeto de flexibilização da legislação florestal, que tramita no Congresso, é uma ameaça adicional a esse patrimônio. Mas há muito mais do que isso no estudo do IBGE.

Mais esforço


Destaque-se o esforço do jornalão paulista em esmiuçar pelo menos um capítulo do imenso trabalho do IBGE. Mas o estudo não se resume à questão ambiental, e, em tempos de campanha eleitoral, seria até mais interessante que a imprensa destrinchasse os dados sobre o desenvolvimento social do país, para instigar os candidatos e fazê-los assumir algum compromisso com programas realmente estratégicos.

O estudo do IBGE conclui, por exemplo, que o Brasil mantém o ritmo de crescimento econômico e evolui nos principais indicadores sociais, mas persistem desigualdades regionais e sociais.

A série de diagnósticos, iniciada em 2002, mostra uma evolução também na questão ambiental, mas revela que o Brasil ainda está longe de conter a degradação de ecossistemas e a perda de biodiversidade em seu território e de criar condições socioambientais adequadas nos centros urbanos.

Composto por 55 indicadores, o IDS 2010 permite analisar de forma transversal informações ambientais, sociais, econômicas e institucionais, formando um mosaico que retrata as condições reais de vida no Brasil e para onde o país caminha, em termos de desenvolvimento sustentável.

O tema é complexo demais para ser esgotado em apenas um dia, e exigiria algum esforço das redações para ser apresentado aos leitores em toda sua extensão. Mas uma coisa é mergulhar em determinado assunto, e outra é ignorar completamente sua existência.

O que ficou escondido

Os jornais poderiam, por exemplo, fazer um resumo, mostrando que avançamos na questão ambiental, mas ainda há muito por fazer; que há grandes mudanças nas questões social e econômica, que talvez expliquem a altíssima popularidade do atual presidente da República.

Poderiam fazer referência à queda do número de internações por problemas ligados a saneamento, à persistência de grande proporção de domicílios inadequados, ao aumento da violência nas grandes cidades, à redução da mortalidade infantil e ao novo perfil de consumo.

Passando ao largo dessas questões, qualquer debate sobre política, economia e outros temas fica preso ao terreno das cogitações e do declaracionismo. Mas a imprensa não parece interessada em mostrar o verdadeiro Brasil aos brasileiros.

(Envolverde/Observatório da Imprensa)
© Copyleft - É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.
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03/09/2010 | 23:19  
Economia brasileira cresce 8,9% no 1º semestre, maior alta em 14 anos
Site Estadao online, 03/09/2010
No 2º trimestre, expansão do PIB do País foi de 1,2% ante o 1º trimestre, superando o teto das estimativas

Economia & Negócios  

SÃO PAULO - A economia brasileira cresceu 8,9% no primeiro semestre deste ano em relação a igual período de 2009, informou o Instituto Brasileiro de Geografia de Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, 3. Foi o melhor desempenho histórico para um semestre desde o início da série, em 1996. Nos últimos 12 meses até junho, o PIB acumula alta de 5,1%. (Ao final do texto, leia a explicação sobre o que é o PIB).

VEJA TAMBÉM

De acordo com agerente da Coordenação das Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis, a expansão recorde teve como destaque a indústria, que mostrou bom desempenho no período, com alta de 14,2% no PIB do primeiro semestre ante o primeiro semestre de 2009.
No entanto, ela fez uma ressalva. "É importante destacar que estamos comparando este período com o recorde negativo do PIB semestral" disse, lembrando que, no primeiro semestre de 2009, o PIB caiu 1,9% ante igual período em 2008. Ou seja: o resultado está sendo influenciado por base de comparação mais fraca.
No segundo trimestre, a expansão do PIB foi de 1,2% ante o período de janeiro a março deste ano, superando as estimativas. Ainda segundo o instituto, o PIB do segundo trimestre somou R$ 900,7 bilhões. Segundo um levantamento realizado pelo serviço AE Projeções, com 42 instituições, a variação projetada pelos analistas para o PIB era de 0,30% a 1,12% em relação ao primeiro trimestre, já descontando os ajustes sazonais. A aposta média ficou em 0,70%.
Na comparação com o segundo trimestre do ano passado, o PIB apresentou alta de 8,8% entre abril e junho deste ano, resultado que também superou o teto das estimativas coletadas pelo AE Projeções, que variavam de 7,00% a 8,70%, com mediana de 8,00%.
No primeiro trimestre, o PIB subiu 2,7% em relação ao trimestre anterior e 9% ante o mesmo trimestre de 2009. Para os especialistas, esses números marcaram o auge dos incentivos fiscais e monetários, dados pelo governo para amenizar os efeitos da crise global.
Já o segundo trimestre foi marcado pela redução dos incentivos fiscais e pelo início do ciclo de alta e juros, para diminuir o aquecimento da economia e conter a inflação. Além disso, a Copa do Mundo afetou os negócios, especialmente nos dias de jogo da Seleção Brasileira. Nesse período, a produção industrial sofreu três quedas mensais seguidas.
Investimentos em alta
A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), constituída principalmente por máquinas e equipamentos e pela construção civil, registrou alta de 2,4% no segundo trimestre de 2010, na comparação com os três primeiros meses deste ano. Em relação ao segundo trimestre de 2009, o indicador registrou alta de 26,5%, o maior crescimento nesta base de comparação desde o início da série histórica, em 1996.
Já a taxa de investimento (FBCF/PIB) registrou alta de 17,9% no segundo trimestre de 2010, contra 15,8% no segundo trimestre de 2009. Já a taxa de poupança bruta atingiu 18,1%, ante 16,0% do segundo trimestre de 2009.
Indústria, agropecuária e serviços
O Produto Interno Bruto (PIB) da indústria subiu 1,9% no segundo trimestre deste ano ante o trimestre imediatamente anterior, de acordo o IBGE. Ainda segundo o instituto, na comparação com o segundo trimestre do ano passado, o PIB da indústria cresceu 13,8% entre abril e junho deste ano.
Segundo o instituto, o PIB da agropecuária subiu 2,1% no segundo trimestre ante primeiro trimestre. Na comparação com segundo trimestre de 2009, o PIB da agropecuária teve avanço de 11,4%.
Já o PIB do setor de serviços mostrou alta de 1,2% em base trimestral e, na comparação anual, avançou 5,6%.
Investimentos influenciam e importações crescem 38,8%
A alta de 38,8% registrada nas importações de bens e serviços no segundo trimestre de 2010 em relação ao mesmo período de 2009 foi influenciada por uma alta dos investimentos, segundo a gerente de contas nacionais do IBGE, Rebeca Palis. Ela explicou que foram destaques na pauta de importação no período itens que podem ser considerados, em parte, investimento, como automóveis, caminhões, equipamentos elétricos e material elétrico.
A taxa de crescimento das importações (38,8%) foi mais de cinco vezes superior à das exportações (alta de 7,3%, na mesma comparação). Segundo Rebeca, o resultado foi influenciado pela variação da taxa de câmbio no período. No segundo trimestre de 2010, o câmbio estava em R$ 1,79, na média trimestral das taxas de compra e venda. Já no segundo trimestre de 2009, a taxa estava em R$ 2,07.
Consumo das famílias avança 0,8%
O consumo das famílias cresceu 0,8% no segundo trimestre de 2010 ante o primeiro trimestre. Em relação ao segundo trimestre de 2009, o consumo das famílias registrou alta de 6,7%.
Já o consumo do governo cresceu 2,1% entre abril e junho deste ano na comparação com os três primeiros meses de 2010 e subiu 5,1% em relação ao segundo trimestre de 2009.
"A aceleração no consumo da administração pública é explicada pela época de eleições nas esferas federal e estadual", disse Rebeca Rebeca Palis, gerente de Contas Nacionais do IBGE.
ENTENDA O QUE É O PIB
O Produto Interno Bruto representa o total de riquezas produzido num determinado período num país. É o indicador mais usado para medir o tamanho da economia doméstica. No Brasil, o cálculo é realizado pelo IBGE, órgão responsável pelas estatísticas oficiais, vinculado ao Ministério do Planejamento.
O cálculo do PIB leva em conta o acompanhamento de pesquisas setoriais que o próprio IBGE realiza ao longo do ano, em áreas como agricultura, indústrias, construção civil e transporte. O indicador inclui tanto os gastos do governo quanto os das empresas e famílias. Mede também a riqueza produzida pelas exportações e as importações. O IBGE usa ainda dados de fontes complementares, como o Banco Central, Ministério da Fazenda, Agência Nacional de Telecomunicações e Eletrobrás, entre outras.
O PIB pode ser medido de duas formas, para um mesmo resultado. Quando o PIB é analisado pela ótica de quem produz essas riquezas, entram no cálculo os resultados da indústria (que respondem por 30% do total), serviços (65%) e agropecuária (5%).
Outra maneira de medir o PIB é pela ótica da demanda, ou seja, de quem compra essas riquezas. Nesse caso, são considerados o consumo das famílias (60%), o consumo do governo (20%), os investimentos do governo e de empresas privadas (18%) e a soma das exportações e das importações (2%).
(Com Alessandra Saraiva, Irany Tereza e Sabrina Valle, da Agência Estado, e Flávio Leonel e Marcílio Souza, de O Estado de S. Paulo)
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03/09/2010 | 23:13  
Cúpula da Receita omitiu motivação política da violação do sigilo de tucanos
Site Estadao online, 03/09/2020
Ao pedir para verificar se dados da filha de Serra tinham sido invadidos, comissão mencionou demais nomes do PSDB alvos de devassa ilegal

    Leandro Colon - O Estado de S.Paulo

    Documento da Receita Federal obtido pelo Estado revela que a corregedoria do órgão já trabalhava desde o dia 20 de agosto com uma linha de investigação que apontava para uma violação político-eleitoral do sigilo fiscal de Verônica Serra, filha do presidenciável José Serra, e de outros quatro tucanos.
    A suspeita de violação política, porém, foi "confinada" na corregedoria, enquanto a cúpula do Fisco e integrantes do governo unificaram um discurso público em direção contrária para despolitizar o episódio e blindar a candidatura presidencial de Dilma Rousseff (PT).
    Ao pedir para verificar se os dados fiscais de Verônica haviam sido violados, a comissão da corregedoria mencionou os demais tucanos alvos de quebra de sigilo e vinculou esses nomes, inclusive o da filha do candidato, a reportagens sobre o dossiê que foi parar na campanha de Dilma.
    O documento tem o registro das 17h de 20 de agosto. Chamado de "ata de deliberação", o teor revela os motivos que levaram a comissão da Receita a verificar se os dados de Verônica foram violados: o polêmico dossiê.
    "... E tendo em vista que emergiu dos autos acessos aos conteúdos da declarações de Imposto de Renda de outros nomes da política nacional... e ainda tendo em vista que foi noticiado pela mídia jornalística, dentre eles O Globo (reportagem anexa à presente ata), de que havia suspeição que Verônica Serra, filha de José Serra, também poderia ter sido alvo de quebra de sigilo fiscal", diz trecho do documento.
    A reportagem mencionada pela comissão foi publicada em maio, cita Verônica Serra e trata da crise instalada na campanha de Dilma por causa do dossiê contra os tucanos. O caso derrubou o jornalista Luiz Lanzetta, que era integrante do setor de comunicação da campanha.
    Do dia 20 de agosto para cá, o comando da Receita e o governo adotam a mesma atitude em discursos, notas e entrevistas. Para diminuir a crise, anunciaram ter descoberto um esquema de venda de informação mediante encomenda e propina - versão não sustentada nos autos até agora -, e tentaram abafar o escândalo da violação do sigilo de Verônica.
    Além disso, descartaram qualquer conotação política na violação. "Nós não identificamos qualquer ilação político-partidária", fez questão de frisar, em coletiva dada há uma semana, o corregedor-geral da Receita, Antonio Carlos Costa D"Avila, cujo discurso foi reforçado pelo secretário Otacílio Cartaxo. Naquele dia, aliás, eles já sabiam que o sigilo fiscal de Verônica havia sido acessado. Conforme revelou ontem o Estado, em 20 de agosto a comissão de investigação confirmou que os dados fiscais da filha de Serra foram violados em 30 de setembro de 2009.

       

    A comissão, presidida pelo servidor Levi Lopez, inclui naquela ata de duas semanas atrás, além do nome de Verônica, a descoberta da quebra do sigilo fiscal de três pessoas que, segundo a própria investigação, são ligadas ao comando do PSDB: Luiz Carlos Mendonça de Barros (ex-ministro das Comunicações do governo FHC), Gregório Marin Preciado (casado com uma prima de Serra) e Ricardo Sérgio (ex-caixa de campanha do PSDB).
    Os três tiveram o sigilo fiscal violado em 8 de outubro de 2009, quando também houve invasão ilegal às declarações de renda do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge. Ele passou a ter acesso ao processo administrativo desde o dia 24 após liminar judicial.
    Ontem, o Estado mostrou que o comando da Receita suspeitou de fraude na violação do sigilo da filha de Serra, mas montou uma operação para abafar o escândalo e evitar impacto político. O governo já sabia que a procuração usada para violar os dados de Verônica poderia ser falsa.
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    » CULTURA Enviar Imprimir
    03/09/2010 | 23:06  
    'Nosso Lar' é adaptação de best-seller espírita
    Site Yahoo noticias, 02/09/2010
    Carla Navarrete, da Redação Yahoo! Brasil

     

    Filão aproveitado já há algum tempo nas telenovelas brasileiras, as histórias espíritas recentemente encontraram um público fiel na telona. Produções como “Bezerra de Menezes” (2008) e “Chico Xavier” (2010) juntas levaram cerca de 4 milhões de pessoas aos cinemas.

    Veja o trailer
    Salas em cartaz

    Na mesma linha, chega às salas nesta sexta-feira (2) o longa “Nosso Lar”, baseado em um best-seller psicografado por Chico Xavier, lançado originalmente em 1944. Com mais de 2 milhões de exemplares vendidos, é um dos campeões de venda da literatura espírita e já foi traduzido para mais de dez idiomas. Por isso, o filme tem tudo para se tornar mais um sucesso do gênero.

    A história foi escrita a partir de relatos do espírito André Luiz, interpretado no filme por Renato Prieto. O ator - que já foi visto por cinco milhões de espectadores em 12 peças espíritas – emagreceu 18 quilos para entrar na pele de um médico que morre entre as décadas de 1920 e 30 devido a uma doença no estômago e vai parar em um lugar chamado Umbral (também abordado na novela “A Viagem”).

    Após um período nessa espécie de purgatório, André Luiz é resgatado por um grupo de espíritos mais iluminados e levado para o “Nosso Lar”, uma colônia localizada no plano espiritual, mais ou menos como o céu dos católicos. Ali, ele vai aprender sobre a vida após a morte com a ajuda de amigos como Lísias (Fernando Alves Pinto), a revoltada Eloísa (Rosane Mulholland) e Laura (Ana Rosa), em meio a lembranças de seu passado na Terra.

    O filme ainda conta com as participações especiais de atores como Paulo Goulart, Werner Schünemann e Othon Bastos, respectivamente ministros e o governador de Nosso Lar. Além do elenco conhecido, traz elementos de superprodução. Com um orçamento de R$ 20 milhões - um dos maiores do cinema nacional -, tem trilha sonora do americano Philip Glass (indicado ao Oscar por “As Horas”) e efeitos visuais feitos pela canadense Intelligent Creatures, a mesma de “Babel” e “Watchmen”.



    Apesar disso, “Nosso Lar” peca em alguns pontos, a começar pela direção Wagner de Assis (de “A Cartomante”), que não conseguiu eliminar o aspecto didático do livro ao adaptá-lo para as telas. Assim, vários diálogos e interpretações acabam soando artificiais. Sem contar os efeitos especiais, que às vezes são convincentes e em outras cenas parecem pura computação gráfica visível para qualquer olho.

    Contudo, o longa é feito para um público bastante específico, que com certeza vai se emocionar com a história. Já quem não é familiarizado com o tema pode ficar um pouco perdido em certas passagens. De qualquer modo, a produção dá um passo a mais em termos de cenografia no cinema brasileiro, ao recriar o ambiente futurista da colônia descrita por André Luiz e Chico Xavier.

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    » INTERNACIONAL Enviar Imprimir
    03/09/2010 | 22:51  
    Netanyahu e Abbas se reunirão novamente em 2 semanas
    Site Yahoo noticias, 03/09/2010
    Washington, 2 set (EFE).- O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, se comprometeram a continuar as negociações de paz e a marcaram nova reunião para os dias 14 e 15 deste mês em um país da região.

    Ao fazer um balanço da retomada das negociações, hoje em Washington, o representante especial americano, George Mitchell, disse que Netanyahu e Abbas chegaram a um acordo para continuar as negociações e se encontrarem a cada 15 dias.
    "Relançamos com sucesso as negociações diretas. Buscamos um acordo que ponha um fim no conflito e estabeleça uma paz duradoura", afirmou Mitchell.
    O americano, mediador do encontro, explicou que não tem permissão para dar detalhes sobre o conteúdo das discussões, porque as partes consideram é melhor mantê-las em sigilo para que se obtenha sucesso.
    Mitchell limitou-se a dizer que as partes concluíram a primeira rodada de negociações, que durou aproximadamente 1h30min e incluiu uma plenária com as delegações dos EUA, de Israel e da ANP.
    Posteriormente, houve uma segunda reunião entre a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, o primeiro-ministro de Israel e o presidente da ANP, até que, em um terceiro momento, Netanyahu e Abbas seguiram para uma reunião privada, de acordo com o enviado americano, que destacou ainda que Netanyahu e Abbas condenaram "todas as formas de violência que ataquem civis inocentes".
    Em paralelo ao encontro dos líderes israelense e palestino, as partes negociadoras iniciaram as discussões para preparar o próximo encontro na região. EFE
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    » UTILIDADE PÚBLICA Enviar Imprimir
    03/09/2010 | 22:49  
    Dúvidas
    Site A Gazeta, 03/09/2010
    Eleitor pode ver se foi convocado

    Da Redação

    A Secretaria de Tecnologia da Informação do TRE/MT instalou link na página eletrônica da instituição para que os eleitores possam consultar se foram convocados para atuar como mesário nas mesas receptoras de votos das Eleições Gerais de 2010. O serviço é de extrema relevância, já que os mesários que não comparecem no local de votação no dia do pleito, ficarão em débito. A consulta pode ser feita no site www.tre-mt.gov.br por meio do link Eleições 2010. O eleitor insere o número do título no campo indicado e o sistema informará se ele foi ou não convocado para atuar como mesário. Caso o eleitor não tenha em mãos o número do título eleitoral, o sistema também fornecerá um link de acesso ao site do TSE para consultar através do nome.
    Além da informação de convocação, o sistema fornecerá ao eleitor a confirmação do número da inscrição eleitoral, o nome do eleitor, a função que exercerá na mesa receptora de votos (presidente, 1º e 2º mesário ou secretário) e o número da zona e da seção eleitoral que atuará. (Com Assessorias)
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    » DESENVOLVIMENTO URBANO Enviar Imprimir
    02/09/2010 | 23:45  
    Déficit em MT é de 74 mil casas, mostra pesquisa
    Site A Gazeta, 02/09/2010
    HABITAÇÃO NO ESTADO
    Vívian Lessa
    Da redação
    O déficit habitacional em Mato Grosso é de 74,149 mil moradias. Os dados referentes ao ano de 2008 foram divulgados nessa quarta-feira (01) pelo Ministério das Cidades. O levantamento mostra que o resultado é 3,8% inferior ao que foi registrado em 2007, quando o déficit alcançava 71,434 mil residências. Mas este cenário já apresentou modificações. A superintendente de Habitação da Secretaria de Trabalho, Emprego, Cidadania e Assistência Social (Setecs), Lúcia Andrade, explica que atualmente os investimentos imobiliários diminuiriam a escassez de domicílios. Ela ressalta que, entre 2003 e 2009, aproximadamente 47 mil moradias foram entregues à população mato-grossense. "Considerando programas estaduais e federais". Segundo ela, apesar de não ter números fechados, é possível perceber a redução no déficit habitacional no Estado. "Muitas casas foram e ainda estão sendo construídas".
    Considerando o levantamento do Ministério das Cidades, em 2008, o déficit de habitação alcançava 60,245 mil na zona urbana e 13,904 mil na área rural mato-grossense - ante ao resultado de 2007 que, respectivamente, registrou 61,862 mil e 9,572 mil. Há 2 anos, esse problema atingia 88,4% da população de Mato Grosso que ganhava até 3 salários mínimos mensais. No Estado, há 143 mil domicílios vagos em condição de serem ocupados e em construção, desses, 92,841 mi, estão na zona urbana e, 49,432 mil na rural. O Estado ainda aponta que o ônus excessivo com aluguel (famílias com renda familiar de até três salários mínimos que comprometem 30% ou mais de sua renda com aluguel) chega a 24,717 mil domicílios.
    Brasil - Entre 2007 e 2008, o déficit habitacional no Brasil caiu de 6 milhões para 5,572 milhões de moradias. Do total observado em 2008, 83% dos domicílios se localizam em áreas urbanas. A maior concentração do déficit habitacional - 96,6% do total - continuava abrangendo as famílias com renda inferior a cinco salários mínimos. A queda do indicador foi calculada em cerca de 450 mil unidades habitacionais. A maior parte do déficit habitacional está concentrada na região Sudeste, 36,9% do total, ou 2,1 milhões de moradias. A região Nordeste é a com o segundo maior déficit habitacional do país: 2 milhões de domicílios ou 35,1% do total. De acordo com o estudo, o Brasil tinha, em 2008, cerca de 7,2 milhões de domicílios vagos em condições de serem ocupados e em construção.
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    » MEIO AMBIENTE Enviar Imprimir
    02/09/2010 | 23:43  
    Mato Grosso lidera a destruição do Cerrado
    Site A Gazeta, 02/09/2010
    Fernando Duarte
    Da Redação
    O Cerrado pode ter o mesmo futuro da Mata Atlântica, com apenas 10% da área original, caso medidas urgentes não sejam tomadas. Metade do bioma, o segundo maior do Brasil, já foi devastada de acordo com informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que apresentou o estudo Indicadores de Desenvolvimento Sustentável (IDS 2010). Mato Grosso foi o campeão de devastação.
    Baseada nos dados do Centro de Sensoriamento Remoto do Ibama, a pesquisa apontou redução de 2.038 milhões para 1.052 milhão de quilômetros quadrados (km2) no Cerrado. Dos 986.247 km2 desmatados até 2008, 85.074 km2 (4,2%) foram destruídos entre os anos de 2002 e 2008.
    Mato Grosso, entre esses 7 anos, teve a maior área desmatada com 17.598 km2, seguido pelos estados do Maranhão (14.825 km2) e Tocantins (12.198 km2). Em termos relativos, Maranhão assumiu a ponta com 7%, seguido de perto pela Bahia (6,1%) e Mato Grosso (4,9%).
    O coordenador de Fiscalização da Sema, Eduardo Rodrigues, disse que a atenção atualmente está mais voltada para o médio-norte de Mato Grosso, em municípios como Feliz Natal, Nova Ubiratã e o entorno do Parque Nacional do Xingu. Essas regiões apresentam maior expansão no plantio de soja.
    Os anos de 2000, 2001 e 2002 foram um marco na plantação de soja em Campo Verde e Primavera do Leste, por exemplo, municípios localizados no Cerrado. De 2002 a 2008, período de grande destruição no bioma, o grão estava avançando guiado pelo alto preço. O ano de 2005, por sinal, foi o que apresentou melhor valor.
    Rodrigues lembra que a legislação brasileira favorece o desmatamento do Cerrado, já que permite a preservação de 35% e a abertura de 65%.
    Mata Atlântica - Foram derrubados 1.028 km2 da Mata Atlântica entre os anos de 2005 e 2008. Atualmente, ela conta com 133.010 km2 de área remanescente, menos de 10% da original.
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    Em sua opiniao, qual dos setores abaixo deveria ser a prioridade do proximo governador de Mato Grosso?
    Agronegócio e industrialização
    Saúde
    Habitação e Saneamento
    Educação
    Infra-estrutura
    Meio ambiente
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