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03/07/2009 | 11:03  
Copa requer R$ 7 bi para o saneamento básico
Site Jornal DCI, 03/07/2009

Fabíola Binas
 

SÃO PAULO - Apesar de terem vencido a disputa entre as cidades candidatas a sediar a Copa do Mundo de Futebol de 2014, que será realizada no Brasil, as 12 cidades-sede têm um caminho de quase R$ 7 bilhões a percorrer para que seus serviços de saneamento básico sejam universalizados - ou seja, para que o fornecimento de água tratada e a cobertura total de redes de esgoto cheguem a um total de quase 35 milhões de habitantes. Vale ressaltar que, somados, os investimentos hoje em andamento nos municípios-sede totalizam aproximadamente R$ 1,7 bilhão.
Na berlinda, e com o desempenho mais fraco nestes quesitos, estão Manaus e Natal. Por outro lado, as líderes apontadas no ranking, São Paulo e Belo Horizonte, são hoje as mais preparadas para dar conta do abastecimento e do tratamento da água que se farão mais necessários quando os turistas da Copa invadirem esses municípios, podendo até dobrar sua população. Este é o panorama revelado pelo estudo desenvolvido desde o ano de 2003 pela organização não-governamental (ONG) Trata Brasil, em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV). O estudo avaliou as 79 maiores cidades do País, entre 2003 e 2007, que também são as que irão abrigar os jogos de 2014.
Especialistas apontam a que falta de verba não é o caso neste momento, uma vez que no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) estão previstos R$ 40 bilhões para concessionárias municipais e estaduais investirem em saneamento básico - mas, em dois anos, somente 15% desse montante foi efetivado. Apontados os gargalos, os profissionais do setor discutem como agilizar o processo de universalização no País, sendo que a propaganda a partir do que há para ser feito nas cidades-sede pode puxar a discussão rumo às soluções.
"Depende de vontade política e do envolvimento da sociedade para cobrar o andamento do processo", comentou Raul Pinho, presidente do Instituto Trata Brasil, que acrescentou que o assunto vem sendo tratado com maior prioridade nos últimos anos, embora seja um processo moroso. Ele colocou que "a criação do Ministério das Cidades e da Lei de Saneamento, em 2007", ajudou a dar impulso extra rumo à solução do problema.
PPPs
Hoje, os serviços de saneamento são operados em sua maioria por companhias estaduais - 70% da fatia nacional, sendo que 20% estão nas mãos dos municípios. O restante está nas mãos dos operadores privados. Por outro lado, ainda que a responsabilidade esteja nas mãos da esfera pública, as parcerias público-privadas (PPPs) se configurariam em uma saída para agilizar o processo, e ao mesmo tempo em uma oportunidade para as empresas.
Yves Besse, presidente da Associação Brasileira de Concessionárias de Água e Esgoto (Abcon) e um dos principais executivos da CAB Ambiental, área de saneamento da Galvão Engenharia, explicou, ao DCI, como se tem dado o processo. "Hoje há a consciência de que os problemas a serem enfrentados não são ligados à verba. Infelizmente o processo está lento, mas é porque o poder público está aprendendo a lidar com ele e engatinha na tomada de decisões", analisou Besse.
"A participação das empresas privadas na área de saneamento vai se desenhando aos poucos, com um legislação que fechou seu ciclo em 2007", colocou o executivo, referindo-se da Lei de Concessões de 1995, passando pela regulamentação das PPPs em 2004, e finalmente à Lei de Saneamento de 2007. Ele colocou ainda que, agora, "as esferas começam a se entender" e acrescentou que "é possível resolver a questão nas cidades-sede até 2014, se houver empenho, uma tomada de consciência por parte do País", disse ele.
Entre as experiências conjuntas com a iniciativa privada, a companhia espanhola OHL, por meio de sua subsidiária OHL Brasil, conseguiu levar duas concessões no Estado de São Paulo, uma delas em Mogi Mirim e outra no Município de Ribeirão Preto - que esta semana alcançou 97,54% de tratamento de esgoto.
À espera de oportunidades para atuar no setor, estão a Odebrecht Engenharia Ambiental, que, mediante a apresentação de novos projetos de PPPs na área de saneamento, estaria preparada para as disputas.. Na lista de empresas candidatas, estão ainda Trana Construções, Carioca Construções e Queiroz Galvão.
Experiência
Em São Paulo, uma experiência da Companhia de Saneamento Básico (Sabesp) originou uma PPP, com objetivo de ampliar a capacidade de tratamento da região metropolitana. O trabalho conjunto com aCabSpat, empresa formada por Galvão Engenharia e Companhia Águas do Brasil (CAB Ambiental), terá aporte de R$ 300 milhões e desencadeará o fornecimento de água a 2,7 milhões de pessoas.
"Uma das grandes vantagens do envolvimento da iniciativa privada é a agilidade do processo", disse Hélio Luiz Castro, superintendente de produção de água metropolitana. Como a Sabesp tem a intenção de universalizar todo o seu sistema de São Paulo até 2018, o desenvolvimento do processo pode gerar novas PPPs.
O Instituto Trata Brasil trabalhou em conjunto com a Fundação Getulio Vargas (FGV) e mediu, durante cinco anos, a necessidade de saneamento em 79 cidades brasileiras com mais de 300 mil habitantes, entre 2003 e 2007 - o que engloba um total de 70 milhões da pessoas. Foi constatado que no período, o avanço do atendimento de esgoto foi de 14%, enquanto o de tratamento de água cresceu cerca de 5%.
A média nacional de saneamento está na casa dos 49%, o que coloca o Brasil em 75ºlugar entre 160 países, próximo ao patamar de Paraguai e Bolívia e até de regiões pobres da África. "A falta de saneamento causa impactos sobre a saúde da população, inibindo o crescimento físico e até a capacidade intelectual de uma pessoa", desabafou Raul Pinho, presidente do Trata Brasil.
Mesmo com o avanço gradual, este cenário significa o despejo de 5,4 bilhões de litros de esgoto sem tratamento. Entre as melhores cidades do País, estão Franca (SP), Uberlândia (MG), Sorocaba (SP), Santos (SP) e Jundiaí (SP), observados vários quesitos.
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03/07/2009 | 11:02  
Sarney oculta da Justiça Eleitoral casa de R$ 4 milhões
Site Yahoo noticias, 03/07/2009
O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), ocultou da Justiça Eleitoral a propriedade da casa avaliada em R$ 4 milhões onde mora, na Península dos Ministros, área mais nobre do Lago Sul de Brasília. De acordo com documentos de cartório, o parlamentar comprou a casa do banqueiro Joseph Safra em 1997 por meio de um contrato de gaveta. Em nenhuma das duas eleições disputadas por ele depois da compra - 1998 e 2006 - o imóvel foi incluído nas declarações de bens apresentadas à Justiça Eleitoral. 
Sobre a ausência da casa nas declarações registradas na Justiça Eleitoral, a assessoria de Sarney informou, por escrito, que ocorreu um "erro do técnico que providencia a documentação do presidente Sarney junto aos órgãos competentes". Afirmou ainda que o imóvel consta das "declarações anuais de Imposto de Renda (IR) do presidente, entregues também ao TCU (Tribunal de Contas da União) com frequência anual".
Dois documentos do próprio senador, arquivados no Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP), deixam dúvidas sobre a declaração da casa à Receita Federal. Num dos documentos, apresentado na campanha de 2006, Sarney listou seus bens, mas sem nenhuma referência à casa de R$ 4 milhões em Brasília. Ao final, ele escreveu de próprio punho que aquela lista de bens declarados à Justiça Eleitoral é a reprodução fiel de sua declaração à Receita. "De acordo com minha declaração de bens à Receita Federal em 2006", registrou o presidente do Senado no rodapé, que leva sua assinatura.
O outro documento é da campanha anterior, a de 1998. Na ocasião, Sarney juntou ao registro de candidatura uma cópia da sua declaração de IR apresentada à Receita naquele ano. O imóvel avaliado em R$ 4 milhões ficou de fora. Por ter sido comprado em 1997, o imóvel deveria constar da declaração de renda apresentada em 1998, ano-base 1997.
Registro
O valor de R$ 400 mil, segundo o banco, Sarney quitou logo no ano seguinte, em 1998. A transferência do imóvel, porém, se deu apenas em 2008, dez anos depois, quando a escritura foi lavrada e registrada no cartório de imóveis. À pergunta sobre a demora em transferir a casa, o Banco Safra respondeu: "Desconhecemos." Por meio dos assessores, Sarney avisou que não responderia sobre a razão de ter levado dez anos para registrar o imóvel no Lago Sul em seu nome. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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03/07/2009 | 10:58  
Juízes acusam Mendes de interferir na associação
Site Yahoo noticias, 03/07/2009
A Associação dos Juízes Federais (Ajufe) acusou ontem o ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), de "tentar interferir na política interna da entidade, provocando uma divisão na classe". O pano de fundo do manifesto são duas reuniões ocorridas entre o ministro e os presidentes da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), e do Senado, José Sarney (PMDB-AP), nas quais foram tratados temas de interesse da magistratura - revisão anual de subsídios, pacto republicano e emenda constitucional que reintroduz adicional por tempo de serviço no contracheque da toga. Em nota subscrita por seu presidente, juiz Fernando Mattos, a Ajufe sustenta que Mendes convidou para os encontros "apenas algumas associações regionais e seccionais de juízes federais". Dirigentes das entidades de São Paulo, Espírito Santo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul acompanharam o ministro. A Ajufe, representação nacional dos juízes federais, ficou de fora.
"O ministro demonstra que está incomodado com a atuação firme e independente da Ajufe, que tem sido a porta-voz da insatisfação dos juízes diante de diversas posturas pessoais suas, seja na condução dos pleitos do Judiciário, seja no trato da independência funcional da magistratura", sustenta a entidade.
A nota reacende o clima hostil que marca a relação de juízes federais com o presidente do STF desde o episódio envolvendo Fausto Martin De Sanctis, juiz que mandou prender duas vezes o banqueiro Daniel Dantas em julho de 2008. Na ocasião, Mendes mandou soltar o sócio fundador do Opportunitty. Alegando ameaça à autonomia funcional da categoria, 130 magistrados declararam apoio a De Sanctis, abrindo crise que não chega ao fim.
A ida de Mendes ao Congresso para debater temas ligados aos juízes ocorre em momento delicado para as duas instituições - mergulhado na crise dos atos secretos, o Senado resiste em votar os nomes indicados para o Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Apoio
Mendes não se manifestou sobre a nota da Ajufe, mas encontrou apoio declarado entre juízes federais que saíram em sua defesa.. "Sou testemunha do empenho concreto do ministro em favor dos pleitos da magistratura, inclusive com relação aos subsídios e à criação de varas federais", declarou Ricardo de Castro Nascimento, presidente da Associação dos Juízes Federais em São Paulo.
Na avaliação de Nascimento, o presidente do STF "assumiu as bandeiras dos juízes". "Sou independente da figura do ministro, mas eu o vi costurando, agindo politicamente do nosso lado, defendendo nossas reivindicações. O deputado Michel Temer enfatizou que encaminhará para votação em agosto o projeto dos subsídios. Tenho que ser justo. A Ajufe foi agressiva, muito deselegante com o presidente do STF." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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03/07/2009 | 10:57  
Planalto intervém e Sarney deve se manter no comando do Senado
Site Yahoo noticias, 02/07/2009
Foto: Agência Estado: Um dia depois de o governo entrar em campo para preservar José Sarney (PMDB-AP) na...
Por Fernando Exman
BRASÍLIA (Reuters) - Um dia depois de o governo entrar em campo para preservar José Sarney (PMDB-AP) na presidência do Senado, integrantes da oposição e da base aliada afirmaram nesta quinta-feira que diminuiu consideravelmente a possibilidade de o senador renunciar ao cargo.
DEM, PSDB e PDT continuam a pedir que Sarney se afaste do cargo até a conclusão das investigações sobre fraudes na administração da Casa, enquanto o PT recuou de um pedido de afastamento após ser enquadrado pelo Planalto.
Líderes do PT chegaram a sugerir na quarta-feira, em reunião reservada com Sarney, que ele se licenciasse por 30 dias, mas voltaram atrás a fim de preservar a aliança com o PMDB --partido essencial para garantir a governabilidade do Executivo no Senado e uma base de apoio para a futura candidatura da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) à Presidência da República.
"Ele nunca foi homem de renúncia. O perfil dele é de acumular poder. Ele tem apetite por poder. Essa é a alma do oligarca", afirmou a jornalistas o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), que também foi envolvido em denúncias sobre as irregularidades na Casa.
"A situação do Sarney melhorou muito. Está bem mais tranquila", disse à Reuters um senador petista que pediu para não ser identificado.
Na véspera, diante da resistência dos petistas em sinalizar um apoio explícito ao senador, aliados de Sarney espalharam a informação que o presidente do Senado não se afastaria, mas poderia deixar o cargo definitivamente se fosse abandonado, por meio de uma renúncia..
Na avaliação de aliados, embora ainda vulnerável a possíveis novas denúncias, Sarney está agora em uma posição relativamente mais confortável.
O líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante (SP), voltou a dizer nesta quinta que a bancada não pretende gerar um racha na base de sustentação do governo no Congresso.
Mercadante, que ocupou a tribuna por mais de três horas,
argumentou que Sarney não pode ser apontado como único culpado pela crise, e passou a atacar a oposição. Segundo ele, o DEM também tem responsabilidade pelas denúncias porque tem ocupado nos últimos anos a primeira-secretaria da Casa, cargo responsável pela gestão da instituição.
"Minha combatividade está a serviço do presidente Lula", disse Mercadante.
Esse discurso foi adotado pelo PT depois que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou durante viagem ao exterior que a oposição queria tomar o controle do Senado ao forçar a saída de Sarney, já que o primeiro vice-presidente é o senador Marconi Perillo (PSDB-GO).
"Eles estão tentando desviar o foco", rebateu o líder do DEM, José Agripino Maia (RN).
Durante o dia, Sarney esteve no Senado e, sem presidir a sessão, recebeu outras demonstrações de apoio. Pela manhã, recebeu visita do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. O senador também conversou com o presidente Lula por telefone.
Lula, que retornou da Líbia na noite de quarta-feira, se reunirá com a bancada de senadores do PT nesta noite para tratar da crise do Senado, e deve se encontrar com Sarney na sexta-feira.
Apesar do cenário mais favorável a Sarney, sua permanência no cargo pode acirrar o clima de disputa entre governo e oposição. "A crise vai se prolongar", ameaça Virgílio.
O calendário, no entanto, trabalha a favor de Sarney. O recesso dos parlamentares tem início em duas semanas.
(Reportagem adicional de Natuza Nery)
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03/07/2009 | 10:55  
Diretor de "Transformers" critica Megan Fox
Site Yahoo noticias, 02/07/2009

"Megan Fox diz coisas ridículas"

Diretor de "Transformers" critica atriz, diz que ela é ingrata e que não sabe atuar
Los Angeles, 2 jul (EFE).- O diretor dos filmes da série "Transformers", Michael Bay, criticou a protagonista da saga, Megan Fox, por fazer declarações "ridículas" e ser pouco grata com quem a lançou à fama, informou hoje a revista "US Weekly".
Fox, que se transformou em uma estrela mundial após aparecer em "Transformers" (2007), declarou à revista "Entertainment Weekly" que não se podia esperar muito de sua interpretação na sequência "Transformers: a Vingança dos Derrotados".
"As pessoas são conscientes de que este não é um filme sobre atuações. Não posso criticar o filme, porque me deu uma carreira e abriu todas as portas para mim", disse a atriz, considerada durante dois anos consecutivos a mulher mais sexy do mundo pelos leitores da revista "FHM".
"Ela diz algumas coisas ridículas porque tem 23 anos e ainda tem que crescer muito", respondeu Bay ao ser perguntado sobre as opiniões de Fox.
O diretor também assegurou discordar "100%" da atriz quanto à relevância dos atores em seus filmes.
"Nicolas Cage não era um grande ator quando o contratei, assim como Ben Affleck antes de 'Armageddon'. Shia LaBeouf não era uma estrela do cinema antes de 'Transformers' e depois ele explodiu. Sem falar de Will Smith e Martin Lawrence em 'Bad Boys'", declarou Bay.
Nessa linha, o diretor de "Pearl Harbor" (2001) pediu mais humildade e gratidão por parte da atriz, com quem deve contar para um terceiro "Transformers" devido ao sucesso de bilheteria da segunda parte da série, lançada este ano.
"Ninguém no mundo conhecia Megan Fox até que a encontrei e a pus em 'Transformers'. Gosto de pensar que tenho sorte construindo carreiras de atores com meus filmes", disse Bay. EFE
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03/07/2009 | 10:55  
Cruzeiro empata com Grêmio e vai à final da Libertadores
Site Yahoo noticias, 03/07/2009

Finalíssima celestial

Cruzeiro elimina Grêmio, no Olímpico, e pega Estudiantes na decisão
 
Porto Alegre, 2 jul (EFE).- O Cruzeiro empatou hoje por 2 a 2 com o Grêmio, no estádio Olímpico, em Porto Alegre, e se garantiu na decisão da Copa Libertadores.
Como havia vencido a partida de ida das semifinais, na última semana, por 3 a 1, a equipe mineira garantiria a classificação mesmo com uma derrota por um gol de diferença.
O Cruzeiro abriu o placar aos 34 minutos do primeiro tempo, com Wellington Paulista.
Apenas dois minutos depois, Wellington Paulista voltou a balançar as redes, e ampliou a vantagem cruzeirense.
O Grêmio descontou aos 9 da etapa complementar, com Réver, e chegou ao empate 24, com Souza.
O Cruzeiro enfrentará o Estudiantes de La Plata na final da Libertadores. EFE
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03/07/2009 | 10:54  
ARTESANATO
Site A Gazeta, 03/07/2009
Velas que surpreendem pela delicadeza

Rita Comini
Editora de Suplementos
Velas são elementos decorativos que produzem no ambiente um clima romântico, místico, especial. Os modelos produzidas pela artesã Margarete de Castro são ainda mais especiais. Algumas têm a vantagem que não precisar ser queimadas, podendo ser utilizadas várias vezes e por muito tempo, ao contrário das velas comuns que precisam ser substituídas ao serem queimadas. São as velas permanentes. Na verdade são peças feitas em parafina apoiadas sobre uma base de talo de buriti, delicadamente decoradas com flores, folhas, galhos e outros elementos "garimpados" na natureza, onde pequenas velas são colocadas para queimar provocando um efeito muito mágico pelo fato do material ser translúcido.
São cerca de 15 modelos em tamanhos variados. Além das "caixas", algumas velas são em formato tradicional. Mas todas são decoradas com flores, folhas e galhos colhidos no Cerrado e depois desidratados que podem ser utilizados em suas formas originais ou virados, cortados, aglutinados, criando figuras de bichos, pessoas, que reunidos "contam" pequenas histórias do cotidiano que ganham ainda mais "vida" quando iluminadas. São borboletas, pássaros, fadas, bruxas, flores formadas a partir de espécies diferentes - em um única vela pode usar até dez espécies de plantas diferentes. A novidade, que será apresentada durante o Festival de Inverno de Chapada dos Guimarães (de 10 a 19 de julho) são as peças da versão Pantanal com peixes, capivaras, corujas e outros bichos da região alagada.
Margarete faz questão de ressaltar que a coleta do material no Cerrado é feita de maneira sustentável, não agride a natureza. "O talo de buriti cai naturalmente e é recolhido já seco. É superresistente e dura muito tempo em ambientes internos", explica, acrescentando que a única interferência que faz é uma impermeabilização.
Entre os modelos de maior sucesso está a lanterna ou luminária suspensa, que tem o acabamento em buriti também na parte de cima e, como o nome diz, pode ser pendurada criando um efeito surpreendente.
Há 10 anos fazendo velas, 4 deles utilizando esta técnica com plantas, Margarete de Castro também ministra oficinas e cursos. Além de vender os produtos na loja da Associação dos Artesãos de Chapada dos Guimarães, na praça principal da cidade, ela comercializa os produtos para todo o Brasil via internet, no blog http://velas margo.blogspot.com.
Serviço: (65) 8404-6648 ou margarete_castro @hotmail.com
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03/07/2009 | 10:53  
SEQUESTRO
Site A Gazeta, 03/07/2009
Liminar cai e kayabis recuam

Os 15 reféns deverão ser liberados hoje. Índios aceitaram negociar após decisão de juiz federal
Kayabis querem reaver área que pertenceu a seus ancestrais e argumentam que brancos degradam os rios e derrubam as matas

Josana Salles
Da editoria do Interior
O juiz da 3º Vara da Justiça Federal, Cesar Augusto Bearsi decidiu ontem derrubar liminar que suspendia desde 2002 o processo de demarcação da Terra Indígena Kayabi, localizada próximo aos municípios de Apiacás e Alta Floresta, no extremo Norte do estado, divisa entre Mato Grosso e o Pará.
Após a decisão e depois de reunião com o procurador da República de Mato Grosso, Mauro Lúcio Avelar, agentes da Policia Federal e do Ibama ontem em Alta Floresta, os índios kayabi decidiram libertar 15 reféns que estavam retidos há mais de uma semana na aldeia Cururuzinho. Foram 6 horas de negociação com 13 lideranças da etnia kayabi, o chefe do posto da Funai em Colíder, Megaron Txucarramãe e o chefe do Parque Nacional do Xingu, Paiê Kayabi que hoje estará na aldeia para libertar os reféns.
Inicialmente 32 pessoas foram tomadas como reféns na aldeia, mas no último domingo 17 foram libertadas. Os índios exigiram a presença do Ministério Público Federal, Policia Federal e Funai para intermediar as negociações.
A principal reivindicação dos kayabis é a continuidade do processo de demarcação de mais de um milhão de hectares declarados pela Funai desde 1999 como território indígena. Em 2002, o Diário Oficial da União (DOU) publicou a Portaria nº 1.149 do Ministério da Justiça, declarando a terra indígena, localizada nos municípios de Jacareacanga (PA) e Apiacás (MT) de posse permanente dos índios kaiabi, apiaká e munduruku.
Com 1 milhão e 53 mil hectares, a antiga TI Cayabi (nome que se grafava com C e passou a ser escrito com K) foi objeto de estudos a pedido da Funai, para redefinir seus limites, formando um bloco contínuo com outra terra indígena, a TI Munduruku. O principal fundamento da proposta era que os rios da TI Cayabi estavam poluídos por resíduos de garimpos situados na área do entorno. De lá para cá foram inúmeras ações propostas por fazendeiros contestando a portaria de Funai e a terra nunca foi de fato demarcada.
O Instituto Etno Agro-ambiental da Bacia Amazônica, com sede em Alta Floresta alega que existem pelo menos 50 propriedades rurais na área proposta pela Funai onde pelo menos 12 proprietários tem títulos definitivos emitidos pelo próprio Estado. Todos são produtores de gado na Amazônia mato-grossense. Outra informação do instituto é que existem poucos kayabis na região o que não justificaria tanta terra. Um dos diretores da entidade que preferiu não revelar o nome disse que os proprietários querem participar de uma negociação com os kayabis e concordam que a terra seja demarcada desde que as propriedades fiquem fora do território indígena. Uma das ações que tramita na Justiça Federal tem mais 10 proprietários que pedem a suspensão da demarcação das terras e em todos os casos da Justiça Federal acatou aos pedidos e suspendeu a demarcação.
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